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O Navio de Teseu

O Navio de Teseu e outros paradoxos é um livro que aborda o famoso paradoxo do navio de Teseu e suas ramificações filosóficas. O texto crítico é baseado no filme dirigido por Anand Ghandi, que explora o significado da vida e levanta a questão sobre a identidade de um navio cujas partes são substituídas gradualmente. Seria o navio original ou aquele com todas as partes substituídas o verdadeiro Navio de Teseu?

Kleber Torres (Autor)

o navio de teseu
4.6/5

Sinopse:

O livro Navio de Teseu e outros paradoxos, tem com referência um texto crítico sobre o filme o Navio de Teseu, dirigido por Anand Ghandi, sobre o significado da vida e que apresenta como questão central saber se as partes de um navio substituídas, pedaço por pedaço, mas no final das contas esse é ainda o mesmo navio? O paradoxo é saber qual dos dois é o navio de Teseu, se o original ou o que foi substituído para a viagem de volta.

Segundo as lendas gregas, e um relato de Plutarco: esse seria o navio a remos com que Teseu e os jovens de Atenas retornaram de Creta, e foi preservado pelos atenienses até o tempo de Demétrio de Falero, porque eles usavam uma estratégia: removiam as partes velhas que apodreciam e colocavam partes novas, substituindo-as sempre que necessário.

O paradoxo do navio se tornou motivo de discussão entre os filósofos da antiguidade como Heráclito e Platão para identificar o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar objetos inanimados uns dos outros. O tema foi retomado por pensadores como Thomas Hobbes, John Locke e Gottfried Leibniz e é tema de livros e até do filme indiano sobre questões da vida humana e sua transitoriedade.

Mas O Navio de Teseu e outros paradoxos reúne em seu bojo artigos, criticas literárias e de cinema, além de anotações pessoais do autor sobre economia, política, arte, comunicação e a própria vida, inclusive elencando citações de escritores, artistas e pensadores sobre questões diversas como concentração de renda, desenvolvimento econômico e mesmo sobre a globalização, o fim do emprego formal numa sociedade cada vez mais competitiva e com uso crescente de recursos tecnológicos.

Neste contexto vale a reflexão do economista Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central do Brasil, ao observar que os grandes clássicos da economia são referencias em análises sobre problemas econômicos: “Thomas Malthus temia as consequências do crescimento populacional e a falta de alimentos para todos. David Ricardo, em 1817, vislumbrava a escassez (e a explosão do preço) das terras. Karl Marx previa o fim do capitalismo com a acumulação excessiva de capital que levasse à natural queda dos lucros ou, alternativamente, à revolta do proletariado. A miséria do começo da revolução industrial teve um papel relevante em sua obra. O crescimento da produtividade (inclusive da terra) e o progresso tecnológico mudaram o quadro”.

O livro passeia sobre as obras de Proust e Jorge Amado, com o seu rico painel de personagens e livros, além de nos levar ao pequeno manual do escritor, ao universo de Albert Camus e ao desafio da era dos extremos, que é o nosso tempo. Também inclui criticas à obra de Valdelice Pinheiro e de Wally Salomão, um dos mestres da contracultura brasileira, nos levando a uma viagem no tempo e a uma reflexão sobre o universo que nos cerca, num planeta que tem peso e até um valor econômico definido, mas é um grão de poeira no universo que o cerca.

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